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O Basquetebol e João Loureiro

A minha paixão pelo Basquetebol nasceu através da televisão, assistindo aos jogos da NBA, o que alimentou a curiosidade dos meus filhos pela modalidade. Ao cresceram, a decisão passava porque modalidade praticar, pelo que os inscrevi no Clube de Basquetebol de Leiria (CBL), o clube mais representativo da cidade de Leiria! Acabaram por ser atletas até à idade de Séniores, onde ainda jogaram regularmente. Eu, como tinha algum tempo livre, sempre os acompanhei e fui “ficando”, “ficando” e “ficando novamente” ...No total dediquei-me ao CBL durante 15 anos voltando ainda mais tarde quando o clube precisava de ajuda.
O plano que tínhamos passava por um lema que ainda hoje é válido, aliás até deve fortalecido: “Formar Atletas, mas principalmente os Homens do Amanhã”. O objetivo sempre passou por fazer crescer o clube tanto desportiva como pedagogicamente, assente na seriedade com que as Direções se regiam e em prol do Basket, mas sempre baseados no acompanhamento individual dos jovens.
Tivemos um grande Projeto elaborado por elementos históricos do Basquetebol de Leiria que nos acompanharam nesta luta diária e que consistia em visitarmos as escolas da região de Leiria, à procura de novas atletas e cativá-los para o CBL. Sempre com o intuito de ocupar o seu tempo livre, numa modalidade que lhes emprestava ferramentas extracurriculares muito valiosas ao seu crescimento.
No auge do CBL, movimentámos mais de 700 atletas por semana, com muitas dificuldades monetárias, mas sempre conseguimos os nossos desígnios. Tivemos um grande alfobre de jovens!
Felizmente, tivemos também a colaboração de grandes treinadores que nos ajudaram a crescer desportivamente, por exemplo: João Ribeiro, João Cruz, João Sousa, Arne, Pedro Vieira, Prof. Miranda, Delfim, Carla Silva, Alexandre Pires que vinha da zona de Aveiro dar treino aos minis aos sábados de manhã, entre tantos outros, cujas recordações guardo para sempre. Graças à nossa iniciativa ainda trouxemos aos treinos do CBL, o anterior Selecionador Nacional, Valentim Melnichuk.
Mas não posso esquecer os grandes dirigentes que tivemos no CBL que disponibilizavam o seu tempo graciosamente, acompanhando de perto todos os escalões. O papel do secionista tem de ser valorizado novamente, já que são eles que garantem as condições necessárias aos treinadores e atletas! Andámos sempre de cara lavada, não devendo nada a ninguém e isso era meio caminho andado para o sucesso desportivo.
Muitas e boas memórias, como campeões distritais em vários escalões, participação nas Taças Nacionais com excelentes classificações e as grandes organizações dos Torneios Internacionais no velhinho Pavilhão de Leiria.
Vejo o atual estado do Basquetebol de Leiria com esperança, já que vejo antigos atletas a exerceram cargos nos clubes, sendo treinadores ou dirigentes. O Basket precisa de todos e que não se perca ninguém!

João Loureiro,

Leiria, 19 de Novembro de 2019.

Última Atualização: 2019-11-20 21:41:33

Entrevista:
Entrevista: Lourenço Staver

Quero agradecer à Associação de Basquetebol de Leiria pela consideração demonstrada ao me endereçar este convite para entrevista, ao qual respondi com enorme orgulho.

1. Caro Lourenço, primeiro que tudo PARABÉNS pelo trabalho, esforço e dedicação ao Basquetebol. Conta-nos por favor o teu início no nossa modalidade e como te apaixonaste por este desporto?
“O basquetebol apareceu na minha vida através de uns amigos, que já o praticavam. Anteriormente, pratiquei outras modalidades, natação e futebol, com as quais não me identifiquei. Quando eu tinha 9 anos, decidi experimentar o basquetebol e apaixonei-me por este desporto. Desde então, não consegui parar de jogar.”
2. Como foi a tua adaptação a Portugal, aos teus colegas nos SIRP e a toda a envolvência das Caldas da Rainha?
“Eu nasci e cresci nas Caldas da Rainha, esta foi sempre a minha cidade, porém os meus pais são oriundos da Moldávia, um país que visito anualmente para ver e conviver com a família. Nos Pimpões fui muito bem recebido e criei laços que duram até hoje.”
3. Quem são as tuas referências basquetebolísticas em Portugal e no estrangeiro?
"Sinceramente, acho que cada jogador tem características muito próprias e individuais, por isso tenho uma grande diversidade de referências que aprecio no basquetebol."
4. As tuas chamadas à Seleção Nacional contribuem para pensares em ser profissional de Basquetebol?
“As idas à Seleção foram experiências fantásticas, onde fiz amizades e desenvolvi ainda mais o gosto pelo basquetebol. Todavia, no futuro, gostaria de ter uma carreira académica, contudo o desporto continuará sempre a fazer parte da minha vida.”
5. Parabéns mais uma vez, agora pelos teus resultados escolares!!! Como se percebe pelo teu brilhantismo nas últimas Olimpíadas de Matemática consegues conciliar os estudos com o Basquetebol. Que conselhos deixas aos teus colegas?
"No fundo acho que não há nenhum segredo, é preciso ter gosto, paixão e empenho naquilo que se faz. A seguir os resultados aparecem depois de muito trabalho e esforço."
6. O que mais se pode esperar da tua carreira juvenil no Basquetebol e na vida?
“Acho que se pode esperar uma carreira juvenil forte em ambas as valências. No basquetebol vou continuar a empenhar-me e a dar o meu melhor. Na escola irei seguir a área das ciências e tecnologias.”

Os meus sinceros agradecimentos, Lourenço Staver

Última Atualização: 2019-05-21 22:36:38

Entrevista
Entrevista ao João Grosso

1. Caro João, primeiro que tudo PARABÉNS pela tua carreira basquetebolística e por teres chegado aos melhores patamares competitivos, em Portugal! Estava tudo pensado desta forma ou foi simplesmente acontecendo?
Muito obrigado. Desta forma certamente não estava pensado, pois nem sempre conseguimos controlar o nosso destino, mas os caminhos que tomamos, esses sim podem ser controlados e moldados por nós e no meu caso penso que tracei o meu caminho com a minha ética de trabalho e com a sorte que fui tendo ao encontrar excelentes treinadores e pessoas que me ajudaram a ir desenvolvendo a minha (curta) carreira.
2. Conta-nos acerca do teu início no Basquetebol, ainda no Juncal?
Volto a referir que tive imensa sorte de iniciar a minha prática no basquetebol no Instituto Educativo do Juncal, clube que contava com bons treinadores como Xavier Silva, Nuno Oliveira, João Ribeiro e Dário Mourato. Estudar e jogar nesta escola permitia-me aproveitar muito bem o tempo livre que tinha para treinar. Era raro o dia em que não aproveitasse as horas de almoço para ir lançar, ao ginásio ou jogar um 3x3 com os meus colegas de equipa. Havia sempre alguém como eu que queria ir treinar e também um treinador (pelo menos) que sacrificava a sua hora de almoço para nos vir vigiar, corrigir ou ajudar a melhorar algum aspeto do nosso jogo. Sempre contei com o apoio dos meus pais e sentia que na nossa equipa, quase todos os pais se envolviam e ajudavam com alguma coisa.
3. Quem foram as tuas primeiras referências basquetebolísticas?
Os primeiros jogos de basquetebol que tive a oportunidade de ver foi na rtp2, à semelhança do que acontece agora, que era transmitido um jogo semanalmente. Lembro-me de ter como referência o Gregory Stempin e o Carlos Andrade, que foram dois grandes jogadores a atuar na nossa liga. Identificava-me com eles por serem jogadores muito completos e sempre deixarem tudo dentro de campo.
4. O que mudou em ti desde a competição regional para os palcos nacionais? E na Seleção?
Quando se começa a jogar a nível nacional é natural que a competição aperte e seja necessário fazer ajustes. A evolução de um atleta deve ser constante e este deve sempre procurar novas maneiras de se desafiar a melhorar, pois só assim conseguirá destacar-se e conseguir competir ao mais alto nível. Desde que comecei a representar Portugal, logo nas primeiras vezes, voltava ao meu clube sempre motivado porque vinha com a noção do que o que fazia não era suficiente e existiam pela Europa inúmeros jogadores melhores do que eu. Isto nunca me desmotivou, aliás sempre me deu vontade de me tornar melhor para tentar estar à altura do próximo desafio que venha a surgir.
5. Quais são os teus próximos objetivos? Jogar numa liga estrangeira? Participar num Europeu da modalidade?
Neste momento tenho como objetivos ganhar títulos a nível nacional e ganhar mais espaço na seleção nacional. Admito que seria fantástico representar Portugal num campeonato da Europa da modalidade, tanto a nível pessoal como para a visibilidade do basquetebol em Portugal. Gostaria também de tentar a minha sorte no estrangeiro, se a oportunidade surgir e sentir que faz sentido na minha vida nesse momento.
6. Olhando para a tua experiência quais são os principais desafios da modalidade para se tornar uma referência internacional?
Para ser uma referência a nível internacional é necessário ter muito talento e estar disposto a dedicar a vida ao basquetebol. Profissionalismo, carácter e sacrifício são três referências que para mim são essenciais para que seja possível.
7. Pedimos um conselho, uma dica para os atletas mais jovens de Leiria que vêem em ti, um exemplo!
Nunca deixem para amanhã a oportunidade de ser melhores hoje. Isto aplica-se a tudo na vida: desporto, estudos, família, amigos, etc. Nada disto é garantido nem dura para sempre, por isso sejam o melhor que podem em tudo o que fazem, vão ver que mais portas se irão abrir, vão sentir-se melhor vocês e os que estão à vossa volta.

Última Atualização: 2019-03-07 17:43:27

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